
O Gartner, Inc., empresa de insights de negócios e tecnologia, identifica as principais tendências de tecnologia para governos. As tendências refletem a crescente pressão sobre os líderes do setor público para modernizar as operações, fortalecer a resiliência cibernética, governar a Inteligência Artificial (IA) em escala e atender às expectativas cada vez maiores dos cidadãos em meio a um cenário de incertezas econômicas e geopolíticas.
“Os CIOs de governo estão atuando em um dos períodos mais disruptivos dos últimos tempos. A IA está transformando a maneira como os governos prestam serviços; as ameaças cibernéticas estão evoluindo mais rapidamente do que as defesas tradicionais conseguem responder; e os órgãos públicos estão sob uma pressão cada vez maior para fazer mais com recursos limitados. O desafio não é mais identificar oportunidades tecnológicas, mas construir organizações capazes de se adaptar com rapidez suficiente para aproveitá-las”, diz Dean Lacheca, Vice-Presidente Analista do Gartner.
Os líderes de tecnologia de governo devem avaliar como as tendências a seguir influenciarão os investimentos, os modelos operacionais e as estratégias de prestação de serviços em 2026 e nos próximos anos.
Temas como esse e outros relacionados ao papel da liderança diante das transformações e tendências para o futuro serão abordados durante a Conferência Gartner CIO & IT Executive, que será realizada nos dias 21 a 23 de setembro em São Paulo.
Tendência 1: Gerenciando os efeitos em cadeia da IA Agêntica
À medida que os governos avançam da experimentação com Inteligência Artificial para a adoção em escala organizacional, os agentes de IA estão surgindo como um importante catalisador de transformação. A IA Agêntica apoiará cada vez mais as operações governamentais, aprimorará as experiências dos cidadãos, acelerará o desenvolvimento de software e automatizará processos rotineiros de tomada de decisão.
“A conversa sobre Inteligência Artificial precisa mudar da implementação de tecnologia para a transformação organizacional”, afirma Lacheca. “O sucesso com a IA Agêntica dependerá de uma governança moderna, da prontidão da força de trabalho e da capacidade de redesenhar processos de negócios, ao mesmo tempo em que se cria uma base adaptável para futuras inovações.”
Pesquisas do Gartner indicam que muitos governos já estão explorando estruturas de governança, identidades digitais e modelos operacionais para apoiar o uso crescente de agentes de Inteligência Artificial. Eles também devem estabelecer roadmaps de IA baseados em resultados e desenvolver métricas claras para medir o valor dos investimentos em Inteligência Artificial.
Tendência 2: Cibersegurança exige uma cultura de “evolução constante”
Os avanços em IA, o aumento das tensões geopolíticas e o surgimento da computação quântica estão transformando fundamentalmente o cenário de cibersegurança. As organizações governamentais precisam ir além de revisões periódicas e abordagens orientadas por conformidade, adotando estratégias cibernéticas adaptativas e em evolução contínua.
“A cibersegurança não pode mais ser tratada como uma função estática”, diz Lacheca. “A IA está reduzindo o intervalo entre a descoberta de vulnerabilidades e sua exploração, enquanto a computação quântica está levando os governos a repensar a forma como protegem informações sensíveis. Resiliência, automação e agilidade criptográfica precisam se tornar componentes centrais de toda estratégia de cibersegurança.”
O Gartner recomenda que as organizações governamentais automatizem as operações de segurança sempre que possível; aprimorem a visibilidade da cadeia de suprimentos digital; estabeleçam planos de prontidão para a criptografia pós-quântica; e fortaleçam a governança relacionada à soberania de dados e aos riscos de terceiros.
Tendência 3: Repensando a prestação de serviços de tecnologia do governo
Tecnologias emergentes, forças de trabalho com níveis cada vez maiores de alfabetização digital e a demanda por novas habilidades e capacidades técnicas estão levando os governos a repensar a forma como os serviços de tecnologia são prestados. Organizações preparadas para o futuro serão construídas em torno de forças de trabalho com conhecimento em tecnologias digitais e IA. Isso significa que a prestação de serviços de tecnologia exigirá modelos operacionais e estruturas de governança adaptáveis, que permitam a inovação tecnológica em toda a organização, mantendo a responsabilização.
“A tecnologia será sempre apenas uma ferramenta ou um gatilho; a transformação, em última instância, diz respeito às pessoas”, afirma Lacheca. “As áreas de TI governamentais que mantiverem sua relevância serão aquelas que investirem nas capacidades da força de trabalho, repensarem a forma como o trabalho é realizado e construírem um modelo operacional de tecnologia capaz de evoluir tão rapidamente quanto a própria tecnologia.”
De acordo com uma pesquisa do Gartner com 1.219 Chief Information Officers (CIOs) e líderes de TI, realizada em janeiro de 2026, 78% dos respondentes do setor governamental preveem investir em suas equipes para avançar suas principais iniciativas de tecnologia. O Gartner recomenda que eles se concentrem em priorizar o letramento em IA, a modernização da força de trabalho e a flexibilidade organizacional para atender à crescente demanda por serviços, ao mesmo tempo em que aprimoram a eficiência operacional.
Insights adicionais disponíveis
Saiba mais sobre como os governos estão adotando a IA para melhorar a prestação de serviços aos cidadãos no webinar gratuito do Gartner, “Government Leaders, Is Your Data Ready to Enable Secure AI Initiatives?”.
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