Por que o parque móvel virou a nova prioridade da terceirização em TI

Durante muito tempo, quando se falava em terceirização de tecnologia, a imagem mais comum era a do help desk. Equipes externas responsáveis por atender chamados, resolver problemas técnicos e garantir o funcionamento básico da operação. Esse modelo continua relevante, mas já não representa o principal gargalo das empresas. O foco deslocou para um ponto menos visível, porém cada vez mais crítico: a gestão dos dispositivos corporativos .

Dados recentes ajudam a explicar esse movimento. Segundo a TIC Empresas 2024, 57% das empresas utilizaram fornecedores externos para funções de tecnologia da informação nos últimos 12 meses. Ao mesmo tempo, entre aquelas que buscam contratar especialistas, 37% enfrentam escassez de profissionais qualificados e 34% esbarram em altos custos salariais. O cenário revela uma pressão clara sobre as áreas de TI, que precisam fazer mais com menos recursos e lidar com uma demanda crescente por eficiência operacional. Em uma empresa com 200 colaboradores em campo, por exemplo, a gestão de dispositivos pode consumir dezenas de horas mensais da equipe de TI apenas em tarefas operacionais.

Nesse contexto, o parque móvel se tornou um dos pontos mais sensíveis da operação. Smartphones e dispositivos corporativos deixaram de ser ferramentas de apoio e passaram a ser essenciais para o funcionamento de equipes comerciais, operacionais e até administrativas. São equipamentos que precisam estar disponíveis, configurados, atualizados e seguros, muitas vezes em escala e distribuídos geograficamente.

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O problema é que essa gestão consome tempo e energia de equipes que estão sobrecarregadas. Provisionar aparelhos, controlar inventário, lidar com manutenção, substituição, suporte ao usuário e políticas de segurança exige um esforço contínuo.

É exatamente aí que a lógica da terceirização começa a mudar. Em vez de concentrar esforços apenas no suporte técnico tradicional, empresas passam a externalizar a gestão do ciclo de vida dos dispositivos. Isso inclui desde a logística de entrega até o colaborador, passando por configuração prévia, gestão centralizada, manutenção e substituição. O objetivo vai além de reduzir custos, liberando o time interno para focar no que realmente agrega valor ao negócio.

Outro fator que acelera essa transformação é a necessidade de padronização e segurança. Com o aumento do trabalho híbrido e da mobilidade, garantir que todos os dispositivos estejam em conformidade com políticas corporativas se torna um desafio ainda maior. Ferramentas de gestão remota ajudam, mas exigem conhecimento técnico e acompanhamento constante, o que reforça a necessidade de modelos mais estruturados.

Além disso, há uma mudança na forma como as empresas enxergam a posse de ativos tecnológicos. O sistema de compra e gestão interna começa a dar lugar a modelos mais flexíveis, que tratam o dispositivo como um serviço contínuo. Isso reduz a complexidade operacional e traz previsibilidade financeira, dois fatores cada vez mais valorizados em ambientes de negócio pressionados por eficiência.

O resultado é uma inversão silenciosa de prioridades. O help desk continua existindo, mas deixa de ser o principal foco da terceirização. O protagonismo passa para a gestão dos smartphones corporativos , que reúne custo, complexidade e impacto direto na produtividade. O problema é que essa gestão não apenas consome tempo, mas cria gargalos que impactam diretamente a produtividade das equipes e a capacidade de resposta do negócio.

No fim, não se trata apenas de tecnologia, mas de como as empresas organizam seus recursos. Com a escassez de talentos e a pressão por resultados, terceirizar o que é operacional deixa de ser uma escolha tática e passa a ser uma decisão estratégica. E, cada vez mais, é no bolso e na rotina do parque móvel que essa decisão começa a fazer diferença. Ignorar o parque móvel hoje é aceitar ineficiência operacional amanhã.

*Stephanie Peart é Head da Leapfone, primeira startup brasileira a oferecer celulares por assinatura, sendo pioneira no país no modelo Phone as a Service. E-mail: leapfone@nbpress.com.br

Sobre a Leapfone

A Leapfone é a primeira startup brasileira a oferecer celulares por assinatura, sendo pioneira no país no modelo Phone as a Service. Criada em 2021, a empresa tem como objetivo democratizar e facilitar o acesso dos brasileiros a smartphones de ponta, tornando-o mais acessível e sustentável. Por meio de um pagamento mensal ou anual recorrente, os usuários têm acesso a celulares novos e como-novos, com seguro, acessórios inclusos, assistência técnica e a opção de troca anual. Nosso modelo de logística circular renova e reaproveita dispositivos, estendendo sua vida útil e reduzindo o impacto ambiental. Atualmente, somos o serviço oficial de assinatura de smartphones do Banco do Brasil, transformando a realidade do mercado de telefonia no país. Mais informações em: www.leapfone.com.br ou pelo Instagram @leapfone.


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