Cibersegurança: serviços já respondem por mais de 50% do crescimento e ganham espaço sobre o software 

Para a OSTEC, área representa 30% da receita e deve dobrar nos próximos dois anos, segundo levantamento

O setor de cibersegurança está passando por um processo de mudanças nos últimos anos. O valor não está mais em ferramentas mas, sim, na capacidade de operá-las com eficiência e geração de resultados contínuos, é o que aponta uma análise recente da Sequoia Capital
 

Na prática, o que o mercado começa a consolidar é o avanço do modelo de “resultado como serviço” (outcome as a service), no qual empresas deixam de contratar tecnologia isoladamente e passam a buscar parceiros que assumam a complexidade operacional e entreguem performance, eficiência e segurança de ponta a ponta.
 

Fundada como uma desenvolvedora de software, a OSTEC, por exemplo, passou por uma transformação gradual ao longo dos anos. “Sempre fomos uma empresa de software, foi assim que nascemos, mas nunca enxergamos o software como fim, e sim como meio”, afirma Cassio Brodbeck, fundador da OSTEC.
 

Como reflexo dessa estratégia focada no resultado e não na complexidade operacional , nos últimos três anos mais de 50% do crescimento da OSTEC foi impulsionado pela frente de serviços, que hoje já representa cerca de 30% do faturamento total e deve dobrar de participação nos próximos dois anos.

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De acordo com Jardel Torres, CCO da OSTEC, em um segundo momento a companhia incorporou hardware ao portfólio para facilitar a jornada do cliente, evitando que ele precisasse estruturar essa camada internamente. “Quando percebemos a queda de preços dessas soluções, especialmente em categorias como antivírus, entendemos que esse tipo de tecnologia caminharia para a comoditização. A partir daí, passamos a estruturar ofertas 100% baseadas em serviços, focadas no resultado, utilizando tanto soluções próprias quanto de terceiros para garantir as entregas”, completa.
 

“Atualmente, a OSTEC segue operando com uma abordagem agnóstica, ou seja, combinando tecnologias próprias e de terceiros para construir entregas completas. Nesse modelo, software e hardware não são mais o centro da proposta e passam a atuar como habilitadores dentro de uma camada mais ampla de operação, análise e ռազմatégia”, ressalta Jardel. 
 

Isso significa assumir a complexidade do ambiente de cibersegurança, desde a operação até a evolução contínua, permitindo que o cliente foque no que realmente importa que é a redução de risco, eficiência operacional e melhoria de desempenho. Apesar de já ser uma tendência em circulação, o executivo diz que o mercado ainda comunica pouco essa mudança. “Muitos players já caminham nessa direção, mas ainda estruturam seu discurso com base em produto. Para nós, serviço não é complemento, é o centro da estratégia”, afirma Torres.
 

A expectativa é que o avanço desse modelo se intensifique nos próximos anos, impulsionado pelo aumento da complexidade das ameaças digitais e pela necessidade de respostas mais rápidas e integradas. O que se espera é uma mudança de estratégias, onde a tecnologia torna-se o meio e não o produto final e as empresas olham mais para o resultado na hora de contratar. 


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