
Sistemas legados, governança fragmentada e modelos operacionais rígidos estão entre os limites das organizações
Embora 92% das empresas planejem aumentar os investimentos em Inteligência Artificial nos próximos três anos, apenas 1% considera ter alcançado maturidade na adoção da tecnologia. É o que indica um estudo da McKinsey & Company, presente no report “O Limite Estrutural da Inovação nas Empresas” da Mirante Tecnologia, especialista em fortalecer negócios acelerando a transformação digital e inovação baseada em modernização de sistemas e cocriação. O dado evidencia uma mudança no principal desafio da transformação digital: o acesso à tecnologia deixou de ser o problema central, enquanto barreiras estruturais como sistemas legados, arquiteturas complexas, governança fragmentada e processos pouco adaptáveis passaram a limitar a velocidade da inovação.
“A Inteligência Artificial, automação e plataformas avançadas estão amplamente disponíveis. Agora, o que passa a definir a velocidade de evolução das organizações é a capacidade de incorporar essas tecnologias ao negócio e transformá-las em resultado”, afirma Danilo Custódio, CEO da Mirante Tecnologia e mestre em IA há mais de 20 anos.
Segundo o report, o principal desafio das organizações já não está em identificar oportunidades tecnológicas, mas em absorvê-las dentro de estruturas antigas, que tornam qualquer mudança mais complexa e arriscada. No contexto brasileiro, o estudo “Maturidade de IA nas empresas brasileiras”, da Inventta, aponta que a integração com sistemas legados é uma das principais barreiras para geração de resultados com IA. “Um sistema legado torna-se um gargalo natural. O desafio de hoje é criar condições para que a tecnologia evolua continuamente dentro da organização, pois a estrutura passou a ser um fator determinante para a inovação”, explica Danilo.
O papel das plataformas low-code também aparece como destaque na redução de barreiras estruturais. Atualmente, segundo dados da OutSystems, 88% das organizações possuem iniciativas de low-code em andamento, sendo que 55% utilizam a tecnologia como estratégia para modernizar sistemas legados e acelerar a evolução de aplicações corporativas.
“O mercado de low-code vive uma nova fase. As plataformas, que durante anos ajudaram a acelerar o desenvolvimento de aplicações, passam a incorporar capacidades agênticas que ampliam seu papel dentro das organizações. Ao combinar IA, automação e integração com sistemas corporativos, elas contribuem para reduzir barreiras operacionais, acelerar a execução e ampliar a capacidade de adaptação das empresas diante de um cenário de mudanças cada vez mais rápidas”, diz o CEO.
No entanto, quanto maior a velocidade de criação de soluções, maior também a exigência sobre integração, governança e capacidade de adaptação contínua. Com a evolução da IA para funções cada vez mais próximas da tomada de decisão, a discussão sobre tecnologia passa a envolver também responsabilidade, supervisão e governança. Conforme dados da Deloitte, até 2028, 15% das decisões operacionais do dia a dia poderão ser executadas de forma autônoma por sistemas baseados em inteligência artificial.
“À medida que a IA avança e as decisões se tornam mais distribuídas, a governança precisa ser vista como um elemento estratégico, capaz de equilibrar autonomia com supervisão, velocidade com coordenação e inovação com responsabilidade”, afirma Danilo.
Dessa forma, a capacidade de adaptação das empresas passa a ser um diferencial competitivo tão relevante quanto a própria tecnologia. “A próxima fase da transformação digital não será definida pela quantidade de tecnologia adotada, mas pela capacidade das organizações de integrar inovação à operação de forma sustentável. Velocidade e governança deixam de ser forças opostas e passam a evoluir juntas”, finaliza Danilo.
O report completo pode ser acessado aqui.
Sobre
A Mirante Tecnologia é especializada em fortalecer negócios acelerando a transformação digital e inovação por meio de soluções tecnológicas. Com 28 anos de atuação, desenvolve soluções para atender necessidades específicas de negócios com um portfólio que conta com soluções de inteligência artificial, low-code, squads gerenciadas, consultoria especializada e fábrica de software. A Mirante é uma das principais parceiras da OutSystems nas Américas, atendendo marcas como Sicoob, Petrobras, Unimed, Serasa, Banco do Brasil e Wiz. Além disso, também é parceira da Crew.AI. Em outubro de 2025, a Mirante Tecnologia foi reconhecida como Melhor Fornecedor de Tecnologia da Informação e Comunicação na oitava edição do Prêmio Melhores Fornecedores Petrobras.
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